Antes de uma cirurgia, em especial com prótese ou implante, vale conhecer e corrigir o que pode aumentar o risco de infecção e de complicações. O check-up reúne, em um só lugar, a avaliação da infectologista, do cardiologista, da nutrição e os exames de laboratório, e entrega ao cirurgião um parecer único.

A infecção do sítio cirúrgico é uma das complicações mais temidas. Em próteses e implantes, ela pode levar à perda do material, o que muita gente chama de rejeição. Identificar e tratar focos de infecção, bactérias resistentes e condições que enfraquecem a defesa antes da operação reduz esse risco.
O risco cardiovascular da anestesia e do procedimento é estimado por cardiologista, com eletrocardiograma, ecocardiograma e outros exames quando indicados, e com ajuste dos medicamentos antes e depois da cirurgia.
Glicemia controlada, ferro e vitaminas em dia e estado nutricional adequado pesam na cicatrização e na recuperação. A nutrição e o laboratório entram para corrigir o que estiver fora antes do dia marcado.
Por que a Infectologia lidera: a infecção é a complicação que mais compromete próteses e implantes. A infectologista coordena a avaliação do risco infeccioso, a busca por focos e portadores de bactérias resistentes, a atualização vacinal e as orientações de preparo, em diálogo com o cirurgião e a equipe de anestesia.
As etapas abaixo compõem o check-up completo. A equipe define, na primeira consulta, quais se aplicam ao seu caso.
Histórico de infecções e de antibióticos, vacinas em dia, avaliação de focos infecciosos (inclusive dentários, com encaminhamento quando necessário), pesquisa de portadores de bactérias resistentes e orientação de descolonização quando indicada.
Consulta com cardiologista, eletrocardiograma e demais exames conforme o risco, com parecer de risco cirúrgico e orientação sobre os medicamentos do coração.
Coleta na própria clínica: hemograma, coagulação, função renal e hepática, glicemia e hemoglobina glicada, exame de urina e sorologias, conforme o tipo de cirurgia.
Bioimpedância, avaliação de reservas e plano para chegar à cirurgia com peso, glicemia e nutrientes adequados, incluindo orientação de suplementação e de jejum quando indicadas.
O que manter, ajustar ou suspender antes da cirurgia, como anticoagulantes, antidiabéticos, corticoides e imunossupressores, em acordo com o cirurgião e o anestesista.
Um documento único com o risco infeccioso, o parecer cardiológico, os resultados dos exames e as recomendações da equipe, enviado ao cirurgião.
O escopo é ajustado ao tipo de cirurgia e ao histórico de cada pessoa. Procedimentos menores podem exigir menos etapas.
Quando marcar: o ideal é de três a quatro semanas antes da cirurgia, tempo suficiente para receber os exames, tratar o que for encontrado e ajustar medicamentos. Casos com data próxima são avaliados em regime prioritário.
Informe o tipo e a data da cirurgia e, se tiver, o pedido do cirurgião. A equipe organiza as consultas e a coleta de exames, de preferência em uma ou duas visitas.
Consulta com a infectologista, avaliação cardiológica, coleta de exames na clínica e avaliação nutricional. Traga exames e receitas recentes para evitar repetições.
Você e o seu cirurgião recebem o parecer integrado, com as orientações de descolonização, medicamentos, alimentação e vacinas. Se algo precisar de tratamento, a equipe reavalia antes da data.
Conteúdo informativo. Nenhuma avaliação elimina totalmente o risco cirúrgico; o objetivo é identificar e corrigir, antes da cirurgia, os fatores que podem ser controlados. A indicação de cada etapa é individual.
Informe o tipo e a data da cirurgia; a equipe organiza as etapas.
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