Quando a mesma infecção volta várias vezes ao ano, o corpo pode estar precisando de ajuda para responder melhor. A imunoterapia é uma das ferramentas avaliadas na consulta com a equipe de Infectologia, sempre depois de investigar as causas.

A vacina reúne fragmentos inativados de bactérias e fungos comuns no dia a dia, como estafilococos, estreptococos e a Candida, em quantidades muito pequenas. Eles não causam a doença: servem para apresentar esses agentes ao sistema de defesa.
O objetivo é estimular a chamada imunidade celular, o braço do sistema imune que reconhece e elimina células infectadas. É essa resposta que costuma estar enfraquecida em quem tem candidíase ou herpes de repetição.
É diferente das vacinas do calendário, como gripe e hepatite, e não as substitui. Também não trata uma infecção em curso: é usada com o objetivo de tornar as recorrências menos frequentes, dentro de um plano definido pelo médico.
Por que com infectologista: infecções que se repetem podem ter causas diversas, como diabetes descompensado, uso frequente de antibióticos, alterações hormonais ou da imunidade. A imunoterapia só faz sentido depois dessa investigação, e é a equipe de Infectologia quem conduz a avaliação, a prescrição e o acompanhamento.
Cada indicação depende da história clínica, dos exames e das causas identificadas. A lista abaixo mostra as situações mais comuns.
Episódios frequentes de candidíase vaginal, oral ou de pele, mesmo após tratamentos adequados.
Herpes labial ou genital que volta várias vezes ao ano e interfere na rotina.
Furúnculos, foliculites e outras infecções de pele que se repetem, entre outros quadros bacterianos recorrentes.
Infecções por fungos na pele e nas unhas que reaparecem com frequência, avaliadas junto com o tratamento específico.
Situações em que a avaliação médica identifica uma resposta celular abaixo do esperado, com infecções repetidas como consequência.
Em casos selecionados, pode ser associada a outras estratégias de imunoterapia, conforme a avaliação do médico.
Nem todo quadro de repetição tem indicação. A decisão considera o histórico, os exames e as causas encontradas na consulta.
O esquema abaixo é a referência geral. Doses, intervalos e duração são definidos pelo médico para cada pessoa.
Cuidados: a aplicação é feita por profissional habilitado, em ambiente preparado para atender reações. Não se aplica em dia de febre ou infecção ativa; gestação e amamentação pedem avaliação específica. Vermelhidão e dor no ponto da aplicação são as reações mais comuns; febre baixa e ínguas podem ocorrer.
Consulta com a equipe de Infectologia, investigação das causas e teste na pele para definir a dose inicial. É nesse momento que o esquema, os cuidados e os valores são apresentados.
Aplicação subcutânea rápida, semanal, feita na clínica. Depois de cada dose, a pessoa permanece cerca de 30 minutos em observação.
Reações locais leves podem aparecer e costumam passar em poucos dias. O ciclo segue com retornos semanais e, ao final, uma reavaliação define os próximos passos.
Conteúdo informativo. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual, e a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa.
A equipe de Infectologia investiga as causas e orienta se a imunoterapia faz sentido para o seu caso.
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