O protocolo começa em consulta ginecológica, que confirma a indicação, define a técnica, o número de sessões e os cuidados. As sessões acontecem na própria clínica, em consultório, sem internação.

O laser de CO2 emite uma luz infravermelha, de 10.600 nanômetros, absorvida pela água da mucosa. O calor controlado atinge camadas superficiais do tecido e estimula a sua renovação.
No canal vaginal é usada uma ponteira específica, que distribui a energia em pontos ao redor de toda a parede, em 360°, ou de forma direcionada, em 90°, para tratar áreas escolhidas pelo médico. Na vulva, a aplicação é externa, no modo fracionado.
O estímulo térmico favorece a produção de colágeno e a circulação local, processos ligados à elasticidade, à espessura e à lubrificação natural da mucosa. A resposta se constrói ao longo das semanas seguintes.
Sobre o equipamento: o mesmo aparelho tem um modo cirúrgico, com ponteira de corte, usado na ninfoplastia, que é a redução dos pequenos lábios, e na remoção de lesões benignas, com corte preciso e pouco sangramento. As sessões são feitas em consultório, sem internação.
Cada indicação depende do exame ginecológico, do histórico e das queixas da paciente. A lista abaixo mostra as situações mais comuns.
Ressecamento, ardência, coceira, dor na relação sexual e desconforto urinário ligados à queda do estrogênio, inclusive para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios.
Perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercício, em casos leves, como parte do plano de cuidado definido com o ginecologista.
Tratamento externo dos genitais voltado à textura, à tonalidade e à firmeza da pele da região.
Cirurgia íntima para redução dos pequenos lábios quando há desconforto físico ou incômodo, realizada com o modo cirúrgico do laser.
Verrugas e outras lesões benignas da vulva e do períneo, após diagnóstico.
Em muitos quadros o laser é associado a outras medidas, como hidratantes, exercícios do assoalho pélvico e tratamentos hormonais, conforme a avaliação.
Nem todo caso tem indicação para o laser. É o ginecologista quem define se ele faz sentido, sozinho ou combinado a outros tratamentos.
Indicação, número de sessões e intervalo são definidos na consulta ginecológica. Os protocolos abaixo são referências gerais.
Cuidados: anestésico tópico apenas nos genitais externos, quando indicado. Após sessões intravaginais ou vulvares, recomenda-se abstinência sexual de 3 a 7 dias, conforme orientação médica.
Consulta ginecológica com exame e avaliação do histórico. É preciso estar com o exame preventivo em dia e sem infecção ativa. Nesse momento o protocolo, os cuidados e os valores são apresentados.
Sessão em consultório, em posição ginecológica, com duração curta, que varia conforme a área. Dentro do canal vaginal a sensação costuma ser de leve calor; na vulva, de ardência tolerável, com anestésico tópico quando indicado.
Retorno às atividades no mesmo dia. Pode haver leve ardência ou corrimento discreto por alguns dias. Recomenda-se abstinência sexual de 3 a 7 dias, evitando também absorvente interno e banho de imersão, conforme orientação médica.
Conteúdo informativo. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual, e a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa.
A equipe de Ginecologia orienta se o laser de CO2 faz sentido para o seu caso.
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