O protocolo começa em consulta com o dermatologista, que confirma a indicação, define a técnica, o número de sessões e os cuidados. As sessões acontecem na própria clínica.

O laser de CO2 emite uma luz infravermelha, de 10.600 nanômetros, que é absorvida pela água presente nas células. A energia aquece e vaporiza, de forma controlada, camadas microscópicas da pele. É o que se chama de laser ablativo.
No modo fracionado, a energia é entregue em uma grade de pontos minúsculos. Entre eles, a pele permanece íntegra e ajuda a recuperar as áreas tratadas, o que tende a encurtar o tempo de recuperação em comparação ao tratamento de toda a superfície.
O calor controlado provoca a contração das fibras existentes e estimula a produção de colágeno novo. Essa remodelação continua por semanas depois da sessão, por isso a resposta aparece de forma gradual.
Sobre o equipamento: a área de cada disparo chega a 20 x 20 mm e o formato é ajustável, em círculo, elipse, quadrado, retângulo, linha, triângulo ou hexágono, o que permite contornar olhos, boca e outras regiões delicadas. O médico regula a densidade dos pontos, a profundidade e o tempo de cada disparo, com parâmetros ajustados ao tipo de pele. Além do modo fracionado, o mesmo aparelho tem um modo cirúrgico, usado para remover lesões com corte preciso e pouco sangramento.
Cada indicação depende do exame da pele, do histórico e dos objetivos da pessoa. A lista abaixo mostra as situações mais comuns.
Linhas finas, textura irregular, viço e firmeza. O tratamento pode ser leve ou mais intenso, conforme a avaliação e o tempo de recuperação que a pessoa pode dedicar.
Linhas estáticas, aquelas que permanecem mesmo com o rosto em repouso, e flacidez leve das pálpebras, avaliada caso a caso.
O estímulo em microcolunas ajuda a nivelar a superfície da pele e a refinar a textura, em sessões espaçadas.
Cirúrgicas, de queimaduras ou traumáticas, com o objetivo de trabalhar textura, cor e flexibilidade do tecido cicatricial.
Em especial as estrias brancas, mais antigas, tratadas por área do corpo.
Siringomas, verrugas, ceratoses e outras lesões epidérmicas ou pigmentadas, removidas no modo cirúrgico ou fracionado, sempre após avaliação da lesão.
Em áreas selecionadas, quando o objetivo é a contração da pele sem cirurgia.
Os microcanais abertos pelo laser permitem que medicamentos aplicados logo após a sessão penetrem melhor, em protocolos combinados definidos pelo médico.
O laser de CO2 pode ser usado em diferentes tipos de pele, com parâmetros e cuidados ajustados a cada fototipo. A indicação, porém, é sempre individual e definida na consulta.
O número de sessões e o intervalo entre elas são definidos na consulta com o dermatologista. Os protocolos abaixo são referências gerais.
Cuidados: anestésico tópico aplicado antes do procedimento, quando indicado. Depois das sessões, uso rigoroso de protetor solar e de produtos reparadores orientados pelo médico.
Consulta com exame da pele e do histórico. É nesse momento que o protocolo, os cuidados e os valores são apresentados. Evitar sol e bronzeamento nas semanas anteriores; o médico orienta sobre medicamentos e produtos a suspender.
A sessão acontece na clínica, com óculos de proteção. Quando indicado, o anestésico tópico é aplicado antes. A sensação é de calor e ardência tolerável, e a duração varia conforme a área e a técnica.
Vermelhidão, inchaço leve e pequenas crostas nos pontos tratados são esperados nos primeiros dias, seguidos de descamação fina. Protetor solar rigoroso, produtos reparadores orientados pelo médico e reavaliação no intervalo previsto.
Conteúdo informativo. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual, e a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa.
A equipe de Dermatologia orienta se o laser de CO2 faz sentido para o seu caso.
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